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PESQUISAS - SEMANAL

  1/3/2010 - 10:26:00 - Salário Mínimo

Autor: Luciana Ghiedetti de Oliveira

Começou a vigorar em janeiro deste ano o valor de R$ 510,00 do salário mínimo, o que representou um aumento de R$ 45,00 ou 9,7%, em relação a 2009. O aumento do salário mínimo influencia a economia através da maior circulação de moeda, que aquece a economia e pode influir nos preços e, consequentemente, na inflação. A Futura foi às ruas para saber a opinião do capixaba a respeito do impacto desse reajuste no orçamento da população.

Quando questionados a respeito do valor do salário mínimo, 52% não tem conhecimento do novo valor de R$ 510,00. Dentre os entrevistados com mais de 50 anos estão os que mais tem conhecimento do valor do mínimo (cerca de 60%).

A avaliação do novo mínimo é negativa (44%), já que apenas 24% o avaliam positivamente. Apesar desse fato, a avaliação negativa caiu em relação a 2009 (49%). A avaliação positiva apresenta um aumento gradativo desde 2008. As classes D e apresentam a menor parcela de avaliação negativa (39%) e a classe C a maior porcentagem (49%).

A avaliação do aumento do salário mínimo melhorou nos últimos anos: a avaliação positiva passou de 17% para 25% e a avaliação negativa de 52% para 47% de 2008 a 2010. O aumento de R$ 45,00 é melhor avaliado entre os respondentes com nível fundamental e das classes D e E (31% e 29% de avaliação ótimo e bom, respectivamente).

Para a maioria dos ouvidos (62%), o salário mínimo não vai interferir na renda, mas 35% afirmam que sim. É possível observar ainda que a parcela de respostas negativas aumentou: em 2008 e 2009 esse resultado foi de 56% e 58% respectivamente.

A avaliação de um aumento de R$ 45,00 no salário do entrevistado apresentou um empate técnico, com 32% de avaliação positiva e 34% de avaliação negativa. As classes A e B, avaliaram o aumento negativamente (44% de ruim e péssimo); já nas classes D e a avaliação é positiva (38% de ótimo e bom).

A maioria dos respondentes (54%) afirma não ter despesas vinculadas ao salário mínimo, enquanto 40% têm. Dentre as pessoas com mais de 60 anos, está a maior parcela dos que possuem despesas vinculadas ao mínimo (56%).

Parte expressiva dos entrevistados acredita que o governo e as empresas privadas têm condições de pagar um salário mínimo maior: 92% e 90% respectivamente acreditam que sim, e apenas 6% e 4% que não.

Na opinião de 69% dos entrevistados, considerando as pessoas que recebem o salário mínimo, as empresas e o governo, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 551,00 a R$ 1.000,00. Apenas 1% acredita que o valor atual está bom.

Para 83%, o aumento dos preços impede que o reajuste salarial aumente o poder de compra e apenas 15% não acreditam que tal aumento tenha efeito sobre o poder de compra. O impacto do aumento de preços no poder de compra é mais percebido pelos entrevistados de nível superior e das classes A e B. (92% e 86% respectivamente).

Luciana Ghidetti de Oliveira é economista e analista de pesquisas da Futura
3235-5442 / 8817-2826
luciana@futuranet.ws

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