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31/5/2010 - 08:50:00 - Mulher no mercado de trabalho
Autor: Tâmara Freitas Barros
A mulher continua a ser discriminada no mercado de trabalho. Foi o que 53,2% dos moradores da Grande Vitória afirmaram em recente pesquisa da Futura, considerando a soma das opções “sim” e “às vezes” nesse questionamento. Em 2006, entretanto, esse percentual era bem maior: 64%. Quem mais sente a discriminação, com certeza, são as próprias mulheres. 59,8% dizem que a discriminação existe, em todas as situações ou em algumas específicas.
Para a população, a demonstração de discriminação se manifesta, principalmente, através do machismo (22,9%). A diferença salarial existente entre as mulheres e os homens é a forma de discriminação mais percebida entre 38,2% dos que têm nível superior de escolaridade e entre 28,6% da classe AB.
Na opinião de 41,5% dos entrevistados, as negras são as que mais sofrem preconceito no mercado de trabalho e essa percepção a respeito das mulheres dessa raça aumentou em comparação a 2006, última pesquisa realizada. Não podemos deixar de apontar que para 15,7% da população a maior discriminação acontece com as mulheres feias.
Responsabilidade, profissionalismo e organização são características profissionais que a população pesquisada considera ser mais predominante na mulher.
No geral, tem-se que 56% da população da Grande Vitória possui uma visão otimista sobre o mercado de trabalho feminino. Para essas pessoas as oportunidades para as mulheres estão melhorando muito no Espírito Santo. Mas quando segmentamos esse resultado, vemos que são os homens que mais acreditam nessa hipótese (61,7%). Não existe uma solução única para que ocorra um maior destaque das mulheres, pois a mais citada, oferecer mais oportunidades, obteve percentual de 16,2%. Várias outras formas de resolver o problema foram citadas, porém encontram-se bastante pulverizadas.
Os entrevistados acreditam que o homem reagiu bem e com aceitação à evolução da mulher no mercado de trabalho e essa foi a opinião de maior destaque nos dois gêneros.
Três são os fatores que levam a mulher se inserir no mercado de trabalho e dois estão ligados diretamente a questões financeiras: aumento da renda familiar (30,8%) e independência financeira (16,7%). O terceiro fator que mais contribuiu para o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho foi a dedicação (11,4%).
Tâmara Freitas Barros é estatística e analista de pesquisas da Futura
(3235.5440 / 9996.9968)
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- Mulher no mercado de trabalho
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