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24/5/2010 - 09:00:00 - Moradores de rua e Flanelinhas
Autor: Leandro de Souza Lino
À margem da sociedade, a quantidade de moradores de rua tem sido crescente no cotidiano das grandes cidades. E aliado a isso, a presença de flanelinhas demarcando ruas para “vigiar” e “cobrar” de motoristas que estacionam nas vias públicas também tem tido tal acréscimo. Por isso, a Futura foi às ruas para saber a opinião da população da Grande Vitória sobre os referidos temas.
Observa-se que entre os entrevistados residentes na Grande Vitória, 73,4% são contra a ocupação dessas pessoas das ruas da cidade, 15,7% são indiferentes e 9,5% são a favor. Por cidade, a maior incidência de entrevistados contra essa questão são de residentes em Vitória com 81,2%, seguidos por Serra com 75%, Cariacica com 70% e Vila Velha com 67,3%.
Entre os que compartilham essa opinião, por sexo, estão 77,2% dos homens e 69,9% das mulheres. E, nas análises por escolaridade e classes de renda houve a maior incidência de pessoas contrárias a essa afirmação, entre os maiores níveis de ambos.
Cabe destacar que apenas 20,9% dos entrevistados disseram conhecer algum tipo de programa social voltado para moradores de rua. Porém, 92,8% falaram que deveria haver mais políticas públicas voltadas para esses indivíduos e 76,1% que eles deveriam ser obrigados a ir para abrigos da prefeitura. Sobre os que concordam com essa última questão, estão 66,3% dos entrevistados de Vitória, 74% de Cariacica, 81,2% de Vila Velha e 83% da Serra. Na divisão por escolaridade e renda, os que se apresentaram a maior proporção de concordância foram os menores níveis.
54,5% dos entrevistados ainda afirmaram que os moradores de rua são uma ameça à segurança pública e 41,8% afirmaram que não. Na divisão por escolaridade e classe de renda, essa afirmação foi mais observada entre as pessoas com maiores níveis.
Sobre o fato deles serem usuários de drogas, 55% disseram que nem todos, 40% concordaram e, apenas, 3,5% discordaram. ainda, 48% concordaram com a afirmação de que eles destroem e/ou depredam os ambientes públicos, 31,6% disseram que nem todos, e 17,7% discordaram. Por cidade, entre os que se destacaram concordando com essa afirmação, estão os residentes em Vitória (56,4%) e em Vila Velha (58,4%), enquanto em Cariacica e na Serra em torno de 39% concordaram. Tal afirmação também foi mais observada entre as pessoas de maiores classes de renda.
Em relação aos flanelinhas, 50,5% afirmaram ser contra o fato deles ocuparem as ruas, 32,3% a favor e 15,7% indiferentes. Por sexo, a maior incidência contrária ocorreu entre os homens (59,1%), enquanto entre as mulheres a incidência foi de 42,6%. Por escolaridade, foram contrários 39,8% das pessoas com nível fundamental, 49,3% com médio e 76,1% com superior, e a favor foram 37,6%, 34,8% e 13,4%, respectivamente. Essa mesma tendência também foi observada por classe de renda, em que 38,2% da D/E, 52% da C e 71,6% da A/B foram contrários e 37,6%, 35,3% e 16,2%, respectivamente, foram a favor.
Sobre as gorjetas dadas a eles para vigiarem os carros em locais públicos, 53,5% disseram ser contra, 36,6% a favor e 9,7% indiferentes. Por sexo, a proporção de homens que foram contrários a essa afirmação também foi superior ao de mulheres. Essa opinião também foi maior entre os de maior nível de escolaridade e de classe de renda.
Além disso, tem-se que 78,9% dos entrevistados não conhecem políticas públicas voltadas para os flanelinhas, e só 21,1% conhecem.
Leandro de Souza Lino é mestre em economia aplicada e analista de pesquisas da Futura
3235-5422 / 9964-3238
leandro@futuranet.ws
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- Moradores de rua e Flanelinhas
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