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26/4/2010 - 08:57:00 - Alcoolismo
Autor: Luciana Ghidetti de Oliveira
Apesar do álcool ser uma droga psicotrópica, ou seja, que afeta o psicológico de quem a consome, seu consumo é aceito socialmente, mesmo com os problemas que isso acarreta à sociedade. Através de pesquisa realizada pela Futura, percebe-se a aceitação social quanto ao consumo do álcool em contraste com a percepção da sociedade capixaba sobre os problemas causados por essa substância.
A droga de maior consumo na Grande Vitória, segundo 57,8% dos entrevistados, é o crack, seguido pela maconha (11,8%), e a cocaína (11%). O álcool foi a quarta droga mais citada, por apenas 8,5%, o que confirma a não visão dessa substância como uma droga nociva por parte da sociedade.
A grande preocupação com o crack e a não percepção do álcool como uma droga também é notada nos resultados da questão sobre a droga que mais prejudica a população local: a parcela que condena o crack é ainda maior (75,5%) e, apesar do álcool ter o segundo maior percentual de respostas, este é apontado por apenas 7,5%.
Grande parte dos entrevistados (62,8%) afirma não beber, enquanto apenas 10,4% confessam beber mais de uma vez por semana. 58,3% das pessoas de nível superior e 56% da população das classes A e B disseram que não bebem, ou seja, um percentual um pouco menor quando comparamos com o total.
Casos de alcoolismo na família foram confirmados por 56,2% dos ouvidos. Além disso, 86,8% consideraram o consumo de álcool por jovens um problema social grave que atrapalha o seu futuro. É importante observar que 46,5% dos respondentes se consideram afetados pelo consumo abusivo de álcool (46,5%).
Os principais malefícios que o alcoolismo acarreta, apontados na pesquisa, são: acidentes de trânsito (37,5%), desestruturação das famílias (29%) e violência doméstica (18,5%). É possível observar ainda que a desestruturação das famílias é mais lembrada entre os respondentes de maior renda e escolaridade, enquanto o problema da violência doméstica foi mais citado dentre os que possuem menor renda e escolaridade.
Quanto às campanhas de combate ao alcoolismo, apesar de 53,5% acreditarem que informação e conscientização sobre o problema são capazes de diminuir os casos de alcoolismo, a parcela dos que não creem na eficiência de campanhas é expressiva, uma vez que 45,3% acreditam que tais métodos surtem efeito irrelevante ou nenhum efeito.
Pouco mais da metade dos entrevistados (51,5%) tem conhecimento de campanhas que previnem o alcoolismo. Dentre as campanhas que combatem o esse mal que possuem maior eficiência, citadas na pesquisa, o projeto Madrugada Viva é reconhecido como o melhor por 44,5%. Também foram citados como campanhas eficientes a promoção de palestras educativas nas escolas (40%), as campanhas publicitárias (17,8%) e a realização de concursos locais para a melhor campanha de combate ao alcoolismo (17,8%).
Luciana Ghidetti de Oliveira é economista e analista de pesquisas da Futura
3235-5442 / 8817-2826
luciana@futuranet.ws
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