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27/7/2010 - 9:32 - Mas diversificada e complexa
Autor: Orlando Caliman
Mais diversificada e também mais complexa. É assim que se apresenta a economia capixaba atualmente. Essas duas características juntas reforçam a capacidade de absorção dos impactos dos investimentos, como também abre um razoável leque de oportunidades para setores como de serviços e de comércio. E, nos dois casos, esse novo fenômeno se dá tanto pela lógica da escala, quanto pela maior sofisticação e exigências da demanda. Em síntese, são expressões de uma economia em rápido processo de amadurecimento.
Hoje, a profusão de informações, tanto as de natureza econômica quanto sociais ou demográficas aliado à qualidade das mesmas, permite que sejam feitas leituras mais objetivas, como também inferências empíricas mais assertivas sobre os fenômenos que marcam as trajetórias da nossa economia e sociedade. O acesso a essas informações revela-se ainda mais importante quando estamos lidando com um mundo que muda muito rapidamente. Que é tipicamente o caso da economia capixaba.
Os dados relativos a investimentos para os próximos anos, produzidos pelo IJSN – Instituto Jones dos Santos Neves e divulgados pelo jornal A Gazeta no último domingo, por exemplo, mostram movimentos interessantes. O primeiro deles diz respeito ao perfil dos investimentos sob a ótica da diversificação. Se tomarmos como referência o primeiro ponto da série histórica iniciada em 2002 e que projetava para os cinco anos à frente, vamos observar uma nítida tendência de diversificação. Ou seja, um número muito maior de segmentos passou a compor o quadro geral de investimentos. Ótimo!
O segundo movimento, que de alguma forma está relacionado ao primeiro, mas que se apresenta ainda com menor intensidade, é observado através da desconcentração territorial. A região Metropolitana perde participação no bolo geral dos investimentos, enquanto regiões como Polo Linhares, Metropolitana Expandida Sul e Polo Cachoeiro ganham. O grande desafio, no entanto, continua sendo fazer com que todo esse crescimento também passe a beneficiar as demais regiões de maneira mais significativa. Mesmo assim, avanços já são detectados nesta última versão do trabalho de mapeamento de investimentos.
Para finalizar, consideramos razoável supor que os dois movimentos acima descritos possam ter relação direta com o fato de que a velocidade do crescimento do emprego formal no Espírito Santo, nos últimos sete anos, ter sido bem maior do que a velocidade de crescimento do PIB: 8,04% contra 4,28% ao ano. Essa diferença não encontraria explicação apenas numa maior formalização das relações de empregatícias – passagem da informalidade para a formalidade através do emprego com carteira de trabalho -. Algo de novo estaria em operação. E o mais provável é que estejamos num estágio acelerado de amadurecimento da economia. E nessa situação, a diversificação, a complexidade e a sofisticação fazem ampliar o leque de oportunidades do crescimento econômico e do desenvolvimento. Nesse ambiente, as respostas aos estímulos dos investimentos tendem a ser potencialmente mais impactantes, muito mais do que foi no passado. E podem ser ainda maiores, se nos capacitarmos para tanto.
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